Capa do livro Zero-Click Government

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Zero-Click Government

Como dados, inteligência artificial e infraestrutura pública digital vão tornar o Estado proativo.

Por décadas, governos foram organizados em torno de uma ideia simples: o cidadão pede, o Estado responde. Esse modelo está esgotado.

Zero-Click Government é o primeiro livro a propor, em profundidade, uma nova gramática para o Estado do século 21: deixar de esperar o pedido e passar a reconhecer eventos de vida, combinando dados, IA e infraestrutura pública digital para entregar direitos antes que o cidadão precise ir buscá-los.

Um livro escrito a partir do Sul Global, para qualquer pessoa que ainda acredita que governos podem voltar a fazer sentido na vida concreta das pessoas.

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8
Partes
31
Capítulos
<30d
Entrega
“O Estado contemporâneo, mesmo já em processo avançado de digitalização, está em ação, mas, ainda assim, quase sempre chega atrasado. Seu fracasso não está na ausência de capacidade institucional nem na pura omissão, mas em um ambiente de atividade contínua e organizada.”

Trecho do Capítulo I, Zero-Click Government

Por que este livro

Tudo começou em uma tarde abafada no Recife.

Em 2012, no Córrego do Curió, casas de palafitas erguidas sobre um canal adoecido abrigavam famílias inteiras à espera da chegada de um político. O cheiro do esgoto exposto sob o calor do final da tarde tornava impossível dissociar o discurso da realidade.

O que ficou em mim não foi a precariedade, mas a sensação persistente de um Estado que, mesmo quando mobilizado, alcançava tarde e de maneira insuficiente quem mais dependia dele. Operando sob uma lógica fragmentada que exige das pessoas insistência, comprovações e espera.

Zero-Click Government é a tentativa, mais de uma década depois, de transformar esse incômodo em tese. De compreender, de forma sistemática, por que o Estado falha mesmo quando digitaliza, e o que precisa mudar para que a presença pública deixe de ser episódica e passe a ser estrutural na promoção de direitos.

A tríade do livro

Evento de vida. Capacidade estatal. Legitimidade.

A espinha dorsal do Zero-Click Government. Três conceitos que se condicionam mutuamente e oferecem um critério mais exigente para avaliar a ação pública na era da IA.

01

Evento de vida

Uma transição concreta que altera a situação de uma pessoa ou família e exige coordenação do poder público. Nascimento, perda de renda, doença, morte, envelhecimento. A nova unidade da ação estatal.

02

Capacidade estatal

Mais do que digitalização ou automação. Combina infraestrutura, coordenação e decisão para que o Estado aja de modo transversal, com consistência, quando uma situação exige resposta.

03

Legitimidade

Quando a ação deixa de depender de um pedido, surge a pergunta: por que o Estado age agora, com base em quais informações, com quais limites, e o que acontece quando ele erra?

“Maior capacidade, maior exigência de legitimidade.”

Para quem é este livro

Para quem decide o futuro do setor público.

  • Líderes de governo

    Prefeitos, secretários, ministros e dirigentes públicos que precisam tomar decisões estruturantes sobre tecnologia, dados e IA.

  • Servidores e gestores

    Quem opera, no cotidiano, a fronteira entre política pública e cidadão e enxerga, na pele, o limite do modelo reativo.

  • Pesquisadores e acadêmicos

    GovTech, administração pública, ciência política, direito digital e estudos sobre capacidade estatal.

  • Empreendedores e investidores

    Quem está construindo a próxima geração de GovTechs e infraestrutura pública digital, no Brasil e no mundo.

“Se a história da burocracia foi marcada pela necessidade de registrar para governar, a pauta agora é que o poder reconheça para agir, desde que essa capacidade seja acompanhada por responsabilidade proporcional e por instituições capazes de sustentar a sua legitimidade.”

Trecho da Introdução, Zero-Click Government

Por dentro do livro

Oito partes, trinta e um capítulos, uma tese.

Do diagnóstico do governo de formulários até a economia política da infraestrutura pública digital, passando pelo Estado agêntico e pelos limites éticos da antecipação.

  1. I

    Por que o Estado falha mesmo quando digitaliza

    O esgotamento do governo de formulários, a reatividade como produtora de desigualdade e o descompasso entre o tempo administrativo e o tempo da vida.

  2. II

    O que significa o Estado funcionar bem no século 21

    Valor público, capacidade estatal e o triângulo estratégico de Mark Moore aplicado à era digital.

  3. III

    A coordenação é um atributo do Estado, não do software

    Infraestrutura pública digital (DPI) como fundamento, tipologia e roteiro de maturidade.

  4. IV

    A coordenação como disputa de poder

    A economia política da DPI, financiamento público e o federalismo como fricção estrutural.

  5. V

    A nova unidade legítima da ação estatal

    Do pedido ao evento de vida: como reorganizar a administração em torno do que de fato acontece com as pessoas.

  6. VI

    Capacidade ampliada, responsabilidade ampliada

    Inteligência artificial, decisão automatizada e o Estado agêntico como novo desenho institucional.

  7. VII

    Os limites da antecipação

    Governança, risco, dados pessoais, sensação de intrusão e a confiança democrática como ativo escasso.

  8. VIII

    Da tese à decisão pública

    O Sul Global como laboratório, da ideia à implementação e o Zero-Click Government como orientação estratégica.

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O que estão dizendo

Uma das contribuições mais lúcidas do Sul Global ao debate contemporâneo sobre o futuro do Estado.
Leitura prévia, conselheiro de governo digital
Mais do que um livro sobre tecnologia, é um manual político sobre como o Estado pode voltar a fazer sentido para o cidadão.
Leitura prévia, gestora pública
Maia consegue o raro: rigor analítico sem hermetismo, urgência prática sem panfleto.
Leitura prévia, pesquisador de DPI

Endossos completos publicados na orelha da edição impressa.

Posfácio · Resposta ao livro

Beth Simone Noveck escreve sobre Zero-Click Government.

Deputy CTO da Casa Branca na administração do Presidente Barack Obama e professora da Northeastern University, Beth assina o posfácio do livro e publicou no Reboot Democracy uma leitura generosa e crítica sobre a tese do governo antecipatório.

“As salvaguardas que mais importam são aquelas que impedem o governo antecipatório de se tornar uma cozinha em que o cidadão nunca vê o cardápio.”
Beth Simone Noveck

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