World Economic Forum · GovTech · Digital Public Infrastructure
Uma voz brasileira no debate global sobre o futuro dos governos digitais.
Como membro do Global Future Council on GovTech and Digital Public Infrastructure do World Economic Forum, Gustavo Maia participa de uma agenda internacional dedicada a pensar como governos podem usar dados, inteligência artificial e infraestrutura pública digital para ampliar capacidade estatal, inclusão e valor público.
Insight Report · Maio 2026
The GovTech Compass já está disponível
Dez princípios para uma implementação responsável de GovTech e infraestrutura pública digital.
O relatório The GovTech Compass, elaborado pelo World Economic Forum em colaboração com o Global Future Council on GovTech and Digital Public Infrastructure, já está disponível no site oficial do Fórum Econômico Mundial.
O documento reúne dez princípios para orientar governos e parceiros na implementação responsável de GovTech e infraestrutura pública digital, com foco em inclusão, confiança, accountability, valor público e capacidade institucional.
Disponível em inglês, em PDF, no site do World Economic Forum.

O que é o Global Future Council on GovTech & DPI
O Global Future Council on GovTech and Digital Public Infrastructure reúne lideranças de governos, organismos multilaterais, academia, sociedade civil e setor privado para discutir como a tecnologia está transformando a capacidade do Estado.
Essa discussão vai além da digitalização de serviços. Ela envolve as escolhas institucionais que determinam se dados, inteligência artificial e infraestrutura pública digital serão usados para reduzir barreiras, ampliar acesso, proteger direitos e fortalecer a confiança pública.
GovTech
Tecnologias, modelos e capacidades que ajudam governos a entregar melhores serviços, coordenar políticas públicas e responder com mais precisão às necessidades da sociedade.
Infraestrutura Pública Digital
Camadas compartilhadas, como identidade digital, pagamentos, interoperabilidade e troca segura de dados, que permitem a governos e parceiros operar em escala.
Valor Público
O critério que conecta eficiência, inclusão, accountability, confiança e resultados concretos para pessoas, famílias, comunidades e instituições.
A atuação de Gustavo Maia no conselho
A contribuição de Gustavo Maia no Global Future Council parte de uma perspectiva brasileira e do Sul Global. Depois de mais de uma década liderando o Colab e trabalhando diretamente com governos municipais, ele defende que a próxima fronteira da transformação digital pública está em reorganizar a forma como o Estado reconhece necessidades, coordena respostas e atua no tempo certo.
Essa agenda se conecta diretamente à tese do Zero-Click Government: governos capazes de reconhecer eventos de vida e entregar direitos antes que o cidadão precise atravessar formulários, filas e sistemas fragmentados.
Governo proativo
Do modelo baseado em pedidos para uma lógica orientada por eventos de vida.
Capacidade estatal
Dados, IA, interoperabilidade, coordenação e decisão como infraestrutura de ação pública.
Legitimidade
Mais capacidade exige mais transparência, limites, contestabilidade e responsabilidade institucional.
Sul Global
Uma perspectiva construída a partir de contextos onde burocracia, desigualdade e baixa capacidade estatal tornam a inovação pública ainda mais urgente.
Outubro de 2025 · Dubai
Encontro do conselho em Dubai
Em outubro de 2025, integrantes do Global Future Council on GovTech and Digital Public Infrastructure se reuniram presencialmente em Dubai para aprofundar a agenda global sobre GovTech, infraestrutura pública digital e transformação digital responsável.
O encontro reuniu lideranças de diferentes países e setores para discutir os dilemas práticos da transformação digital pública: como ampliar capacidade estatal sem reduzir direitos, como usar dados e inteligência artificial com accountability, como evitar novas formas de exclusão digital e como construir infraestrutura pública digital orientada por valor público.
Para Gustavo Maia, esse debate reforça uma convicção central da tese Zero-Click Government: a tecnologia só se torna pública, no sentido mais forte da palavra, quando aumenta a capacidade do Estado de agir com legitimidade, responsabilidade e atenção à vida concreta das pessoas.
Encontro presencial do Global Future Council on GovTech and Digital Public Infrastructure, Dubai, outubro de 2025.
The GovTech Compass
Um relatório sobre implementação responsável de GovTech e infraestrutura pública digital.
O GovTech Compass parte de uma constatação importante: governos estão acelerando sua digitalização, mas a pressão por velocidade e eficiência pode produzir exclusão, dependência tecnológica, baixa transparência e erosão da confiança pública quando não há princípios claros de governança.
O documento oferece uma referência prática para líderes públicos, equipes digitais, empresas, organismos multilaterais, fundações, pesquisadores e organizações da sociedade civil que participam da construção do futuro do governo digital.
Os 10 princípios do relatório
Citizen-first
Projetar a partir das pessoas, suas jornadas e suas necessidades reais.
Inclusion and accessibility
Garantir que a transformação digital amplie acesso em vez de concentrar poder.
Collaboration and co-creation
Construir soluções com governos, cidadãos, sociedade civil, academia e setor privado.
Public value
Alinhar inovação, parcerias e tecnologia a objetivos públicos claros.
Accountability and informed trust
Tornar sistemas explicáveis, auditáveis e sujeitos a controle público.
Citizen data sovereignty
Tratar dados como ativo público, com proteção, governança e direitos.
Digital pragmatism
Evitar complexidade desnecessária e priorizar soluções úteis, simples e interoperáveis.
Resilience and learning
Criar sistemas capazes de aprender, adaptar-se e resistir a falhas.
Evidence and dynamic adaptation
Medir impacto, aprender com evidências e ajustar políticas e serviços continuamente.
Leadership and change management
Tratar GovTech e DPI como mudança institucional, não apenas como entrega técnica.
Como ler esse relatório em 5 minutos
Para quem está chegando ao tema agora, o GovTech Compass pode ser lido como um mapa rápido das decisões que todo governo precisa enfrentar quando digitaliza serviços, dados e infraestrutura pública. Uma leitura inicial pode começar por cinco pontos.
Comece pelo resumo executivo
Entenda a tese central: GovTech e DPI podem reduzir barreiras e melhorar serviços, mas também podem excluir, tornar decisões menos compreensíveis e fragilizar a confiança pública quando implementados sem salvaguardas.
Leia a introdução como diagnóstico
A introdução mostra o risco de uma digitalização guiada apenas por eficiência. Esse é o ponto de entrada para entender por que princípios institucionais importam tanto quanto tecnologia.
Observe a arquitetura dos 10 princípios
Os princípios estão organizados em torno de legitimidade, confiança e entrega. Essa organização ajuda a enxergar que transformação digital responsável depende de desenho, governança e capacidade de execução.
Preste atenção ao modelo de maturidade
Cada princípio apresenta o que pode dar errado, práticas fundacionais e caminhos de excelência progressiva. Essa estrutura permite usar o relatório como ferramenta prática, não apenas como referência conceitual.
Termine pelo ecossistema de atores
O relatório mostra que a responsabilidade pela implementação envolve várias partes. Líderes políticos, equipes digitais, empresas, sociedade civil, bancos de desenvolvimento, academia e cidadãos têm papéis distintos na sustentação de uma transformação digital responsável.
Por que isso importa para o Brasil
O Brasil tem uma das experiências mais relevantes do mundo em infraestrutura pública digital, com casos como Pix, gov.br, sistemas nacionais de dados e uma tradição crescente de inovação pública em municípios, estados e governo federal.
Ao mesmo tempo, o país ainda convive com filas, formulários, fragmentação institucional, baixa interoperabilidade e políticas públicas que chegam tarde demais para quem mais precisa. Por isso, a agenda global de GovTech e DPI precisa ser traduzida para a realidade brasileira com ambição, responsabilidade e senso de implementação.
É nesse ponto que a discussão internacional do World Economic Forum encontra a tese do Zero-Click Government: a tecnologia só muda o Estado quando altera a capacidade de agir, o tempo da resposta pública e a forma como direitos chegam à vida concreta das pessoas.
Da transformação digital ao governo proativo
O GovTech Compass ajuda a estabelecer os princípios para uma digitalização pública responsável. O próximo passo é perguntar como esses princípios se traduzem em novos modelos de ação estatal.
No livro Zero-Click Government, Gustavo Maia desenvolve essa transição em profundidade: sair de um Estado organizado por pedidos, formulários e comprovações repetidas, e avançar para um Estado capaz de reconhecer eventos de vida, coordenar políticas e oferecer respostas públicas antes que a burocracia se torne mais uma forma de exclusão.
Aprofunde a agenda Zero-Click Government
A discussão sobre GovTech e infraestrutura pública digital se conecta diretamente ao trabalho do Zero-Click Government Institute, criado para desenvolver pesquisa, frameworks de implementação e projetos aplicados com governos interessados em sair do modelo reativo de serviços públicos.
Manifesto
A visão conceitual por trás do governo proativo e da transição de serviços baseados em solicitação para respostas públicas orientadas por eventos.
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Implementation Lab
Frameworks, métodos e instrumentos para apoiar governos na implementação de jornadas proativas, interoperabilidade e capacidade estatal orientada por dados.
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Research
Pesquisa, referências e produção intelectual sobre governo proativo, inteligência artificial, infraestrutura pública digital e valor público.
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Para palestras, entrevistas e colaborações
Gustavo Maia participa de debates, conferências, painéis e projetos sobre GovTech, inteligência artificial, infraestrutura pública digital, capacidade estatal e governo proativo.
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